o som do sax aveludado não guarda íntima relação com o uísque tomado aos goles pela manhã. em suas notas as variantes do ódio que a vizinha destina à fumaça prestimosa do meu amado cigarro artesanal, atrela-se fielmente aos oitocentos suicídios promovidos pela tribo dos kaiowas.
lá não se ouvia jazz! não se tomava uísque no café! e os índios não se deparavam, a cada esquina, com placas de trânsito reluzentes a apontar o caminho mais curto para o céu.
acolá, no seio da aldeia, o tempo jamais beijou as engrenagens dos vistosos relógios de pulso que ainda hoje abençoam os vagabundos que dormem nas cadeiras macias do poder.
e que fique bem claro:
as pegadas do homem branco e os resquícios de tinta encontrados nos restos amarelados dos documentos europeus, comprovam que a intolerância mata! desovam a verdade: milhões de pessoas em crise de identidade cultural, domesticadas como cães de comercial barato, não podem viver juntas sem destruir tudo ao seu redor com química, fezes, urina e pólvora!

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